
Olhava-se pra o infinito, via tudo ali na sua frente, distraída, sem perceber o que os olhos poderiam captar... uma vida, muitas historias, muitos olhares...descobria que os sentidos não tinha apenas a função que haviam definido para eles...as mãos poderiam olhar, o olfato sentir, o olhar escutar...estava ali quieta, imóvel mas confortável dentro de si, vendo as marcas que a vida havia impresso e dali não sairiam jamais...sabia a partir dali separar o joio do trigo...se sentia protegida, cheiro de água caída do céu...assimilação de fatos...alguém chega e a tira do transe, surge um sorriso que quase não quer sair e ela somente é pegada pela mão colocada em um peito confortante, dedos deslizam por seus cabelos causando as vezes um arrepio bom e ela dorme ali, com o carinho que teve durante uma vida, em várias mãos e percebe o sentido do verdadeiro amor sem nada dizer, através do semblante...sua alma respira!
:: Postado por
Fabíola de Paula
às
12h06
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